Estamos juntos

As prioridades dos ministros do novo Executivo

Os ministros do novo Executivo já estão em funções e têm pela frente muito trabalho em prol do país e dos angolanos. Veja aqui as prioridades de alguns dos ministros a quem João Lourenço conferiu hoje posse.

A nova ministra da Juventude e Desportos, Palmira Barbosa, fez saber hoje, segunda-feira, que terá como prioridade a juventude, no que diz respeito ao acesso à habitação e ao emprego.

A governante falava à imprensa no final da cerimónia de tomada de posse, orientada pelo Presidente da República, João Lourenço.

Fez saber que outras prioridades constam do programa do governo, pelo que irá preparar um plano de continuidade e trabalhar com base no critério da proximidade.

Outra estreante no Executivo, a ministra das Pescas e Recursos Marinhos, Carmen Sacramento Neto, manifestou estar comprometida com o sector que se apresenta complexo, pois interage com quase todos outros sectores (económico, social e ambiental), apontando como dinâmica inicial “ouvir bastante e perceber a dinâmica do sector”.

Referiu que o ministério é composto por duas áreas equilibradas que devem ser levadas na mesma medida, para responder às grandes questões mundiais ligadas à salvaguarda dos mananciais da biodiversidade e dos oceanos, devendo prestar atenção especial à pesca ilegal.

Marcy Lopes, que assume agora o Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos, considerou que os desafios são permanentes, sendo obrigação identificar as áreas chave do sector, humanizar o atendimento, tornar o processo de atendimento e entrega de documentos mais célere, desconstruir situações que possam gerar obstáculos e atrasar o processo de tratamento, registo e entrega de documentos aos seus titulares e ver como facilitar a vida do cidadãos.

Apontou que o Bilhete de Identidade continuará a ser prioridade e merecerá a atenção para garantir que possa chegar a todos.

Sobre os direitos humanos, lembrou que o Estado angolano está comprometido com as convenções internacionais relacionadas à preservação e segurança dos direitos humanos e fundamentais dos cidadãos e esta tarefa é permanente e contínua, pelo que dará cumprimento a esses compromissos, numa relação de proximidade com os actores que trabalham nessa área para assegurar que os direitos fundamentais sejam cumpridos e garantir que Angola possa subir nos índices de respeito a esses direitos.

Por sua vez, o ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Mário Augusto da Silva Oliveira, considerou que o sector que agora assume é transversal em todas as actividades da sociedade, desde a modernização administrativa a literacia digital nas escolas.

Manifestou estar comprometido com o programa do governo, ao qual dará destaque à modernização dàs telecomunicações e tecnologias de informação, com realce na expansão dos serviços de telecomunicações em todo país.

Fez saber que actualmente existe uma cobertura de telefonia móvel na ordem dos 49 por cento, sendo necessário subir de forma a que todo angolano tenha acesso e com isso a informação e educação.

No que toca à Comunicação Social, a ideia é aumentar a cobertura dos serviços em todo o país, apostar na formação dos quadros a nível dos sub-sectores das telecomunicações como da comunicação social, com destaque para a cibersegurança, a protecção de dados.

“Vamos apostar, seriamente, na criação de condições para que as redes, serviços e empresas estejam cada vez mais seguras no que toca à segurança cibernética, expansão de serviços de telecomunicações nas escolas para o aumento da literacia digital para que os jovens, desde muito cedo, comecem a conviver e a utilizar consciente e racionalmente as redes sociais em benefício da educacão e formacão” frisou.

A aposta na continuidade da melhoria das energias renováveis, o combate à seca no sul de Angola e o programa de melhoria de abastecimento de água são as três grandes prioridades para os próximos cinco anos no sector da Energia e Águas,

Segundo o ministro João Baptista Borges, o programa de electrificação terá continuidade com a interligação entre os sistemas norte, centro e sul, sendo que actualmente falta concretizar a interligação entre centro e sul, Huíla/Huambo, Huíla/Namibe, Huambo/Cunene e Huambo/Menongue (Cuando Cubango) e também a interligação com as três províncias do leste.

Referiu ainda os projectos no domínio energia solar, devendo ser construídos grandes parques solares como também serão electrificaaos sete províncias do país usando sistemas solares, de energia fotovoltaica, actualmente numa fase avançada de execução.

Outro pilar será o combate à seca, lembrando que começou-se a obra no Cunene, onde estão mais três projectos em curso, e será expandido para Huíla e Namibe.

No quesito do abastecimento de água, o grande esforço será a duplicação da capacidade para cobrir o défice, prevendo-se para daqui a cinco anos que os problemas de abastecimento de água em Luanda sejam reduzidos ao mínimo e que haja um abastecimento satisfatório.

A ministra de Estado para a Área Social, Dalva Allen Ringote, disse que desempenhar as suas funções de coordenação política em alinhamento com as orientações do sector social ocupa um lugar central na agenda do executivo.

Vai trabalhar de forma articulada para garantir que os programas e projectos a nível das estruturas central e local possam ter um impacto real na população.

A ideia é dinamizar alguns programas em articulação com os sectores para garantir a sua implementação e para permitir que mais famílias possam ser impactadas.

Pretende, igualmente, aprofundar a articulação com a sociedade civil, sobretudo com a juventude e privilegiar também a concertação com as cooperativas, sobretudo as do meio rural para que todos possam beneficiar de todos os incentivos que o Executivo tem ao dispor da economia.

Notícias relacionadas
Comentários
Loading...