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Angola retira de Goma os membros de verificação da paz no Leste da RDC

O Estado angolano retirou, ontem, da cidade de Goma, província do Kivu Norte, os membros do Mecanismo Ad – hoc de Verificação Reforçado (MAVR) e do Mecanismo Conjunto de Verificação Alargado (MCVA) da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos, devido ao agravamento do conflito armado naquela região Leste da RDC.

O Ministério das Relações Exteriores, que avançou a informação, citada pelo jornal de Angola, sustentou a decisão com base no agravamento do conflito naquela região, em particular na cidade de Goma, onde estavam sediadas as equipas técnicas de verificação e acompanhamento da aplicação dos procedimentos de pacificação do Leste da RDC.
Os membros que integram o MAVR e o MCVA foram transportados numa aeronave da Força Aérea Nacional (FAN) que aterrou em Luanda nas primeiras horas de ontem. Segundo o Mirex, foram evacuados 18 membros do Mecanismo Ad – hoc de Verificação Reforçado (MVAR), oito do Mecanismo Conjunto de Verificação Alargado (MCVA) da CIRGL, entre os quais figuram quatro da RDC e dois da República do Congo (Brazzavile).
O Ministério das Relações Exteriores refere ainda que a medida foi desencadeada numa acção concertada com os Governos da República Democrática do Congo e do Rwanda, envolvendo as missões diplomáticas de Angola acreditadas naqueles países.
O MAVR e o MCVA/CIRGL foram criados para apoiar o processo de pacificação no Leste da RDC e integram membros dos países da região.
 O Mecanismo de Verificação Ad-hoc Reforçado foi criado no quadro do processo de pacificação do Leste da RDC, tendo sido lançado no ano passado, em Goma, sob o testemunho do ministro das Relações Exteriores, Téte António.
O acto representou um avanço efectivo do processo político-diplomático da mediação angolana, liderada pelo Presidente João Lourenço, Campeão Africano da Paz e Reconciliação e Medianeiro designado pela União Africana, e ficou marcado, também, pela presença do ministro dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação Internacional do Rwanda, Olivier Nduhungirehe.
O Mecanismo de Verificação Ad-hoc Reforçado é liderado por Angola, na qualidade de facilitador, e integra 18 oficiais de ligação angolanos.
A actividade deste mecanismo é considerada fundamental no processo de instauração de um clima de confiança entre as partes desavindas – no caso RDC e Rwanda – para desanuviar a tensão, particularmente nas comunidades fronteiriças.
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