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Angola expulsou mais de 53 mil imigrantes em situação ilegal nos últimos sete meses

A maioria dos expulsos é originária da RDC, país que partilha com Angola uma extensa fronteira terrestre, com mais de 2.500 quilómetros, tornando a gestão dos fluxos migratórios um dos principais desafios de segurança nas zonas fronteiriças.

A Polícia Nacional de Angola expulsou, nos últimos sete meses, 53.180 cidadãos estrangeiros que se encontravam em situação irregular no país, sendo a maioria proveniente da República Democrática do Congo (RDC), revelou o comandante-geral da corporação, comissário Francisco Ribas.

Segundo a Agência Lusa, o responsável fez estas declarações esta quarta-feira, em Luanda, no final de uma reunião do Conselho de Segurança Nacional, orientada pelo Presidente da República, João Lourenço.

Francisco Ribas explicou que as autoridades angolanas desenvolveram um plano operacional destinado a responder às ameaças associadas à imigração ilegal, o qual terá contribuído para uma redução significativa do fenómeno. Apesar dos resultados alcançados, o comandante-geral da Polícia Nacional reconheceu que “ainda há muito por se fazer” no combate à imigração ilegal.

De acordo com o responsável, entre os cidadãos expulsos encontravam-se pessoas envolvidas em actividades criminosas relacionadas com a imigração clandestina, nomeadamente a exploração ilegal de diamantes e o comércio ilícito de material ferroso.

“Foram expulsos do país aproximadamente 53 mil cidadãos de várias nacionalidades, que se encontravam de forma ilegal em Angola e que praticavam crimes conexos à imigração, nomeadamente o garimpo de diamantes, o negócio ilícito de material ferroso”, afirmou Francisco Ribas, citado pela Agência Lusa.

A maioria dos expulsos é originária da RDC, país que partilha com Angola uma extensa fronteira terrestre, com mais de 2.500 quilómetros, tornando a gestão dos fluxos migratórios um dos principais desafios de segurança nas zonas fronteiriças.

No balanço apresentado pelas autoridades, Francisco Ribas considerou igualmente estável a situação da segurança pública em Angola, destacando a manutenção das condições para a livre circulação de pessoas e bens.

O comandante-geral apontou ainda para uma redução dos índices de criminalidade, com particular destaque para a diminuição dos crimes cometidos com recurso a armas de fogo.

As autoridades angolanas têm vindo a reforçar as operações de fiscalização e controlo migratório, sobretudo nas zonas fronteiriças, numa tentativa de travar a entrada e permanência irregular de cidadãos estrangeiros e, simultaneamente, combater actividades criminosas associadas à imigração ilegal.

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