
Angola é o segundo país com os combustíveis mais baratos em África
Num período de turbulência geopolítica e de volatilidade nos mercados petrolíferos, os países africanos podem beneficiar significativamente ao manter os preços dos combustíveis relativamente baixos.
À medida que os preços globais do petróleo variam devido a conflitos em corredores energéticos estratégicos e à incerteza na oferta, os países que conseguirem estabilizar ou reduzir os custos locais de combustível ganham uma importante margem económica e social.
Uma das consequências mais imediatas da redução dos preços dos combustíveis é a diminuição da pressão inflacionária, uma vez que é um insumo essencial para o transporte, a indústria e a agricultura.
Quando os preços da gasolina e do gasóleo estão baixos, os custos de transporte de bens e serviços mantêm-se mais estáveis, limitando aumentos significativos nos preços dos alimentos e de bens essenciais. Em contextos onde a inflação já reduz o poder de compra das famílias, combustíveis mais baratos ajudam a estabilizar o custo de vida.
Preços baixos da gasolina também aumentam a competitividade das indústrias locais. Empresas de manufactura, transporte e produção agrícola dependem fortemente de energia para operar.
Em muitos países africanos, os custos de transporte representam uma parte significativa das despesas diárias. O combustível acessível reduz esses custos, permitindo que trabalhadores se desloquem com mais facilidade e que as famílias destinem mais rendimento para alimentação, educação e saúde.
Além disso, preços mais baixos aumentam directamente a produção e a rentabilidade em sectores como agricultura, mineração e logística, que dependem de máquinas e veículos movidos a combustível.
Do ponto de vista geopolítico, manter preços baixos e estáveis pode proteger as economias contra choques externos. Conflitos envolvendo grandes produtores de petróleo com interrupções em rotas de transporte importantes, como actualmente vivemos, provocam frequentemente aumentos bruscos nos preços do crude, tendo este já atingido os 104 USD/barril.
Países que conseguem manter os preços internos relativamente baixos — através de capacidade de refinação local, reservas estratégicas ou uma gestão eficaz da energia — estão mais bem posicionados para proteger as suas populações dessas variações globais.
De acordo com dados da Global Petrol Prices, publicados na ‘Business Insider Africa’, os países com os combustíveis mais baratos em África neste mês de Março são:
1 – Líbia
2 – Angola
3 – Argélia
4 – Egipto
5 – Sudão
6 – Nigéria
7 – Etiópia
8 – Tunísia
9 – Níger
10 – Libéria
Comparando com o mês anterior, quando o preço médio global era de 1,30 dólares por litro (contra 1,35 dólares actualmente), os preços aumentaram no Egipto, Nigéria, Etiópia e Libéria.
Por outro lado, registaram-se ligeiras reduções na Argélia, Tunísia e Níger, apesar da subida do preço médio global. Já os preços mantiveram-se inalterados na Líbia, Sudão e Angola.