
AG da ONU declara tráfico de escravos como “crime mais grave”
A Assembleia-Geral da ONU aprovou ontem, quarta-feira, dia 25, uma resolução que declara o tráfico de africanos escravizados e a escravização racializada como o “crime mais grave contra a humanidade” e defende reparações históricas.
O texto, apresentado à Assembleia pelo Gana e copatrocinado por dezenas de Estados-membros da ONU, obteve 123 votos a favor, três contra e 52 abstenções dos 193 Estados-membros da ONU. Votaram contra os Estados Unidos da América, Israel e a Argentina.
Entre os Estados que copatrocinaram a resolução estão Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, São Tomé e Príncipe.
Portugal, Reino Unido, Espanha e França, as três principais potências que colonizaram o continente africano, estão entre os países que se abstiveram.
Entre os restantes membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), também Brasil e Timor-Leste votaram a favor.
A resolução aprovada insta os Estados-membros da ONU a considerarem pedir desculpa pelo tráfico de escravos e a contribuírem para um fundo de reparações.