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Gado de mil milhões de kwanzas na montra da Feira Agro-pecuária

De acordo com o presidente da Associação de Criadores de Gado do Sul de Angola (ACGSA), Carlos Damião, a organização conta, actualmente, com 75 associados, que desenvolvem actividades em cerca de 400 mil hectares de terra, com um efectivo aproximado de 250 mil cabeças de gado bovino.

O conjunto das 601 cabeças de gado, colocado, desde ontem, à vista dos criadores e interessados para os leilões diários, representa um volume de negócios estimado em mil milhões de kwanzas.

A organização da XXII edição da Feira Agropecuária da Huíla, que decorre até domingo, no âmbito das Festas de Nossa Senhora do Monte, vai colocar em leilão 70 lotes de gado bovino das raças Brahman e Nelore, para além de ovinos, galinhas e outros animais.
A Feira Agro-pecuária foi aberta, ontem, no Lubango, pelo governador provincial, Nuno Mahapi Dala.
De acordo com o presidente da Associação de Criadores de Gado do Sul de Angola (ACGSA), Carlos Damião, a organização conta, actualmente, com 75 associados, que desenvolvem actividades em cerca de 400 mil hectares de terra, com um efectivo aproximado de 250 mil cabeças de gado bovino.
A este efectivo, segundo estimativas da associação, juntam-se cerca de dois milhões de cabeças de gado bovino pertencentes à população rural.
Carlos Damião defendeu o reforço da produção nacional de carne, considerando que Angola tem condições para reduzir substancialmente a dependência da importação de proteína animal.
“Acreditamos que Angola pode reduzir substancialmente a dependência da importação de proteína animal. Acreditamos que podemos colocar cada vez mais carne produzida no nosso país. E cada quilo que conseguimos produzir localmente representa mais empregos e menos divisas que saem”, afirmou.
O responsável apontou, entretanto, dificuldades que condicionam a actividade dos produtores, sobretudo no acesso à alimentação animal, medicamentos, equipamentos, combustíveis e transportes.
“Conhecemos as dificuldades no acesso ao financiamento e os constrangimentos que ainda persistem no acesso à água, energia eléctrica, na sanidade animal, no transporte e no escoamento, mas, apesar de tudo isso, os produtores continuam no terreno a investir no seu efectivo”, referiu Carlos Damião.
O presidente da ACGSA apelou, por isso, ao Governo Central para a criação de melhores condições de produção, de modo a permitir que os criadores nacionais aumentem a sua competitividade e contribuam para a redução das importações de carne.
Por sua vez, o governador da Huíla, Nuno Mahapi Dala, garantiu a continuidade do apoio aos produtores pecuários da região, com destaque para a construção de um matadouro, infra-estrutura considerada fundamental para reduzir as dificuldades actualmente enfrentadas no transporte do gado para os principais centros de consumo.
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