
Futuro de Infantino na FIFA deve ser decidido em eleições, defende líder do futebol africano
O presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF), o sul-africano Patrice Motsepe, defende que o futuro de Gianni Infantino à frente da FIFA seja decidido através de uma eleição, marcada para 17 de Março de 2027, em Marrocos.
Apesar da forte contestação a Infantino, a CAF mantém o seu apoio ao presidente da FIFA. Motsepe considera que qualquer tentativa de afastá-lo antes do escrutínio contrariaria os princípios democráticos da organização e que as 211 federações filiadas na FIFA devem ter a possibilidade de decidir o seu futuro nas urnas.
A posição africana surge num momento de crescente divisão no futebol mundial. UEFA, AFC e CONCACAF criticaram duramente Infantino após o fracasso do plano para vender 20% dos direitos comerciais das competições da FIFA, incluindo o Mundial, por cerca de 4,2 mil milhões de dólares, e chegaram a exigir a sua saída.
A CAF, contudo, continua a considerar que Infantino merece disputar as eleições. Motsepe sublinha a necessidade de respeitar o devido processo, a transparência e os mecanismos democráticos da FIFA.
Há, porém, uma questão importante: o apoio da CAF não significa necessariamente que os 54 países africanos votarão em bloco em Infantino. Cada associação nacional dispõe de um voto e, historicamente, as federações africanas nem sempre seguem a posição oficial da CAF em eleições da FIFA.
Infantino necessita de 106 votos para obter a maioria simples, caso enfrente apenas um adversário. Se houver mais candidatos, a matemática eleitoral torna-se mais complexa, podendo ser necessária uma maioria de dois terços na primeira volta.