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ONU reafirma importância do papel de Angola na preservação da paz

O subsecretário-geral das Nações Unidas (ONU) e alto representante para a Aliança das Civilizações, Miguel Ángel Moratinos, considerou, esta quinta-feira, que o exemplo de Angola demonstra que a paz, uma vez alcançada, pode criar condições para a renovação, reconstrução e esperança de um país, noticiou a Angop.

Ao intervir na cerimónia de abertura da terceira edição da Iniciativa da Aliança das Civilizações das Nações Unidas (UNAOC), salientou o facto de os angolanos serem um povo que passou pelo jugo colonial e uma guerra civil, mas que hoje podem “orgulhar-se e dizer que pertencem a uma Nação de paz, uma só Nação”.

Ainda na sua intervenção neste evento que decorre sob o lema “Apelo à Paz, ao Fim das Guerras e ao Respeito pelo Direito Internacional”, avançou que o país ensina que a paz deve ser preservada e “nutrida” todos os dias.

Igualmente, para Miguel Ángel Moratinos, esta é uma Nação que ensina a lição de reconciliação e esperança, acrescentando que “a humanidade sofre quando não há paz e avança quando ela prevalece”.

Conforme o diplomata, o progresso alcançado, desde o fim do conflito, é testamento tanto da determinação do povo angolano, como de uma liderança comprometida em criar um futuro próspero.

Apontou que a contribuição de Angola para a paz vai além das suas fronteiras e o seu estatuto tornou-se uma voz respeitada em termos de diálogo, mediação e recuperação regional, através de esforços tendentes a reduzir conflitos regionais e criar estabilidade em África.

Por este facto, enalteceu a postura do Presidente João Lourenço na manutenção do diálogo permanente com o seu homólogo da RDC, na busca da estabilidade para a região Leste deste país.

Esclareceu que a paz não é meramente a ausência da guerra, mas sim é lugar de reconciliação, inclusão e propósito nacional partilhada “A voz africana é importante no concerto das Nações em matérias de paz”, disse.

Disse ainda que África, com a população jovem, é um continente virado para desenvolvimento, cultura e oportunidade, sendo que o desenvolvimento do continente vai depender muito das suas populações.

A iniciativa pretende ainda valorizar o papel das mulheres, dos jovens e do desporto na prevenção e resolução de conflitos, bem como incentivar uma cultura de diálogo em substituição da militarização.

Criada em 2005, por iniciativa das Nações Unidas, a Aliança das Civilizações procura reduzir tensões entre comunidades culturais e religiosas, promover o diálogo intercultural e combater o extremismo.

A Aliança das Civilizações das Nações Unidas (UNAOC) lançou a iniciativa dedicada ao continente africano em 2022, com o objectivo de reforçar o diálogo intercultural, promover a paz, prevenir o extremismo e incentivar o desenvolvimento sustentável.

A primeira edição da iniciativa realizou-se de 22 a 24 de Novembro de 2022, na cidade de Fez (Marrocos) e a segunda entre 29 e 30 de Agosto de 2024, na cidade da Praia, Cabo Verde.

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