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União Africana realça papel do PR na promoção da paz em África

A enviada especial da União Africana para Mulheres, Paz e Segurança, Liberata Mulamula, realçou, esta quinta-feira, em Luanda, o papel do Chefe de Estado angolano, João Lourenço, na promoção do diálogo e estabilidade no continente.

Ao intervir durante o segundo Fórum Internacional da Mulher para a Paz e Democracia, afirmou que a visão de liderança de João Lourenço demonstra que a paz é alcançada por meio do diálogo, da solidariedade e da inclusão.

De acordo com Liberata Mulamula, sob a liderança do Estadista, Angola consolidou-se como um país defensor da paz, do diálogo e da cooperação regional, apoiando os processos de paz nas regiões dos Grandes Lagos e da África Central, contribuindo para a estabilidade em África.

Acrescentou que o país tem demonstrado, de forma consistente, que “as soluções africanas para os problemas africanos” continuam a ser fundamentais para alcançar uma paz duradoura.

Por este facto, considerou apropriado que Luanda acolhesse o fórum destinado a reforçar a liderança das mulheres como base para a construção da paz, da democracia e do desenvolvimento inclusivo.

Na ocasião, destacou o trabalho desenvolvido em parceria com o Escritório das Nações Unidas para a Região dos Grandes Lagos, a Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos e outros mecanismos africanos de promoção da paz.

Sublinhou o reforço da capacidade das organizações da sociedade civil e dos movimentos liderados por mulheres, com o objectivo de ampliar a participação feminina nos processos de paz, mediação e tomada de decisões.

A responsável defendeu que uma paz sustentável só será possível quando as mulheres deixarem de ser apenas consultadas e passarem a ser reconhecidas como parceiras em igualdade de circunstâncias e líderes na construção da paz.

Em sua opinião, o continente vive um momento decisivo, sendo, por isso, necessário a inclusão e participação efectiva das mulheres das comunidades rurais, das áreas urbanas e das instituições nacionais e internacionais nos processos de paz.

Frisou que a implementação da Agenda Mulheres, Paz e Segurança exige mecanismos de responsabilização e monitorização, destacando o trabalho do seu escritório na promoção desse quadro político em África.

Neste sentido, reafirmou o compromisso do Escritório da União Africana para Mulheres, Paz e Segurança em continuar a ouvir e a amplificar a voz desta franja da sociedade africana, apoiar os Estados-membros na implementação dos compromissos assumidos e transformar esses compromissos em resultados concretos.

Augurou ainda que o encontro produza parcerias sólidas, vontade política renovada e acções concretas.

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