
Presidente moçambicano quer intensificação das ligações aéreas entre Luanda e Maputo
O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, defendeu ontem, quinta-feira, dia 18, uma maior frequência da ligação aérea entre Luanda e Maputo de cinco para sete voos semanais, como forma de reforçar a cooperação política, diplomática e económica entre Angola e Moçambique, adiantou a agência Lusa.
A posição foi expressa em Luanda, durante a sua intervenção no primeiro dia do Angola Investment Summit 2026, onde participou como orador principal num painel dedicado ao turismo como estratégia económica nacional.
De acordo com o Chefe de Estado moçambicano, a actual frequência de cinco voos semanais operados pela TAAG representa um avanço positivo, mas ainda insuficiente para as necessidades de mobilidade entre os dois países.
“Estávamos a falar [com o Presidente João Lourenço] sobre a necessidade de aumentar os dias de ligação aérea Luanda-Maputo. Primeiro começámos com três dias, depois passámos para cinco e agora achamos que podemos passar para sete dias”, afirmou.
Daniel Chapo sublinhou que a intensificação da ligação aérea é um elemento estratégico para a consolidação das relações bilaterais, sobretudo num contexto em que Angola e Moçambique celebram 50 anos de independência e mantêm laços históricos de amizade e cooperação.
Chapo destacou ainda que, apesar da solidez das relações políticas, é necessário reforçar a cooperação económica e comercial entre os dois países. “Achamos que temos de reforçar mais as nossas relações económicas e comerciais, por isso é que estamos aqui em Angola, neste fórum, a firmar este compromisso de que vamos continuar unidos, coesos e a atrair mais investimento para o nosso continente africano”, declarou.
No mesmo discurso, Daniel Chapo defendeu o estabelecimento de parcerias mais profundas entre instituições financeiras de Moçambique e Angola, incluindo bancos de desenvolvimento e fundos soberanos, como instrumento para dinamizar o investimento bilateral.
O presidente moçambicano falou também sobre a importância de fóruns internacionais como o Angola Investment Summit para a promoção de oportunidades de investimento não apenas a nível nacional, mas em toda a África. Para Daniel Chapo o desenvolvimento do continente depende de uma maior integração económica entre os países africanos, defendendo uma visão conjunta para o crescimento. “Nós temos de pensar todos nós como um único continente, como irmãos, e fazermos o desenvolvimento de forma integrada”, afirmou.
Daniel Chapo voltou a defender a consolidação da Zona de Comércio Livre Continental Africana como instrumento para acelerar o crescimento económico, admitindo ainda que, no futuro, possa ser equacionada a criação de uma moeda única africana.