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Papa denuncia condições prisionais na Guiné-Equatorial

O Papa Leão XIV alertou ontem, quarta-feira, dia 22, na sua visita à Guiné-Equatorial, para as “preocupantes condições de higiene e sanitárias” dos reclusos no país durante a homilia na Basílica da Imaculada Conceição em Mongomo, tendo depois visitado pela primeira vez uma prisão, em Bata, na parte continental do país.

“Que o Senhor vos ajude a tornar-vos cada vez mais uma sociedade em que cada pessoa, segundo as suas respectivas responsabilidades, trabalhe ao serviço do bem comum e não de interesses privados, superando as desigualdades entre privilegiados e desfavorecidos. Que os espaços de liberdade cresçam e que a dignidade da pessoa humana seja sempre salvaguardada; penso nos mais pobres, nas famílias em dificuldade; penso nos presos, muitas vezes obrigados a viver em preocupantes condições de higiene e sanitárias”, afirmou o Papa.

Para Leão XIV, a Guiné Equatorial “tem fome de futuro, mas de um futuro repleto de esperança, um futuro que possa gerar uma nova justiça, que possa dar frutos de paz e fraternidade.”

Com estas palavras, encorajou todos os baptizados a participarem “no desenvolvimento integral” do país, “na sua renovação, na sua transformação”, trabalhando para que as “riquezas naturais” da Guiné-Equatorial sejam “uma bênção para todos.”

“Irmãos e irmãs, precisamos de cristãos que tomem o destino da Guiné-Equatorial nas suas próprias mãos. Por isso, quero encorajá-los: não tenham medo de anunciar e testemunhar o Evangelho! Sejam os construtores de um futuro de esperança, paz e reconciliação, dando continuidade à obra que os missionários iniciaram há 170 anos”, exortou.

O Papa fez estas observações no segundo dia da visita à Guiné-Equatorial, o quarto país da sua viagem a África, e um dos membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Antes da celebração eucarística, o Papa abençoou a pedra fundamental daquela que será a Catedral da Paz.

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