
Dez curiosidades sobre o Vaticano
A Cidade-Estado do Vaticano é um país soberano onde fica localizada a sede mundial da Igreja Católica, sendo o papa considerado a autoridade máxima da nação. É considerado o mais pequeno país do mundo e também possui a menor população. Porém, abriga um complexo de museus que recebe milhões de visitantes todos os anos.
1 – O país menos populoso do Mundo

A Cidade-Estado do Vaticano é reconhecido como o país que possui a menor população do mundo. Actualmente, há 882 residentes, contando cidadãos e não cidadãos, de acordo com dados do site oficial do país. O número é composto por 673 cidadãos, sendo que 458 vivem no Vaticano, incluindo 120 integrantes da Guarda Suíça Pontifícia. Cerca de 30% da população natural do país mora no estrangeiro devido às funções que exercem noutras nações. Além disso, o Estado não possui animais de estimação.
2 – Menor país em área do mundo
O Vaticano é reconhecido como o menor país independente do mundo, com 0,44 quilómetro quadrado. É considerado um enclave, ou seja, que não tem litoral, localizado dentro de Roma, na Itália. O Estado foi criado pelo Tratado de Latrão, um acordo assinado entre o Reino da Itália e a Santa Sé em 11 de Fevereiro de 1929. Os limites do país são parcialmente marcados pelos muros, com excepção da Praça de São Pedro, e a delimitação é feita por uma linha de mármore branco incrustada no chão da praça. O Vaticano também faz parte de uma das menores fronteiras terrestres entre dois países soberanos: são 3,2 quilómetros entre a Santa Sé e a Itália.
3 – Maior palácio religioso
O Palácio Papal é reconhecido pelo Livro dos Recordes como o maior deste tipo para fins religiosos. No total, são 162 mil metros quadrados, construídos em várias etapas durante 1471 e 1605. O local abriga capelas, museus, galerias de arte, apartamentos papais, escritórios da Igreja Católica e da Santa Sé — a instituição governamental e jurídica do Vaticano.
4 – Exército mais antigo do mundo

A Guarda Suíça Pontifícia protege o papa e o Vaticano. Fundada em 21 de Janeiro de 1506, é considerado o exército mais antigo do mundo. Actualmente, são 135 soldados, total que inclui as patentes de coronel, tenente-coronel, major, capitães e tenentes.
5 – Museus mais visitados do mundo

O complexo de museus do Vaticano ficou em segundo lugar no ranking Global Attractions Attendance Report 2023, divulgado em Agosto do ano passado, que avalia quais são as instituições culturais mais visitadas do mundo. Em 2023, as galerias de arte do Vaticano receberam 6,7 milhões de visitantes — o número registrou um crescimento de 33,1% com relação a 2022. O primeiro lugar do ranking ficou com o Louvre, em Paris, na França, que recebeu 8,8 milhões de visitantes em 2023.
Com mais de 20 secções dos museus do Vaticano, o local abriga uma série de obras históricas, arqueológicas e antropológicas, de artistas como Leonardo da Vinci, Sandro Botticelli e Pietro Perugino. Os visitantes também encontram a famosa Capela Sistina, que deve o nome ao papa Sisto IV, pontífice de 1471 a 1484, que pediu pela reforma da antiga Capela Magna. O local é também onde os conclaves são realizados.
6 – Um dos observatórios astronómicos mais antigos
O Observatório Astronómico, também conhecido como Specola Vaticana, é um instituto de pesquisa científica fundado na segunda metade do século XVI e considerado um dos mais antigos do mundo. O Specola teve início quando o papa Gregório XIII ordenou a construção da Torre dos Ventos no Vaticano, em 1578. Na época, ele convidou astrônomos e matemáticos jesuítas do Colégio Romano para reformar o calendário. Desde então, o Vaticano se mostrou um apoiante dos avanços científicos no mundo.
Na década de 1780, o Specola localizava-se dentro da Torre dos Ventos. Em 1891, o observatório foi instalado em uma colina atrás da Basílica de São Pedro. Por volta de 1930, mais uma mudança: foi levado para o Castel Gandolfo, antiga residência de verão dos papas, a cerca de 25 quilômetros de Roma.
Em 1981, o observatório fundou um segundo centro de pesquisa, chamado Grupo de Pesquisa do Observatório do Vaticano (VORG), em Tucson, no Arizona, nos Estados Unidos. Em 1993, o país participou da construção do Telescópio de Tecnologia Avançada do Vaticano (VATT) — o primeiro telescópio óptico-infravermelho do Observatório Internacional de Mount Graham, onde foi instalado.
7 – Património Mundial da Unesco
O Vaticano recebeu o reconhecimento de Património Mundial Cultural da Unesco em 1984, por ser considerado um dos lugares mais sagrados da cristandade e por sua coleção de obras-primas artísticas e arquitetónicas. Entre elas, a Basílica de São Pedro, erguida sobre o túmulo do apóstolo de mesmo nome, o primeiro da sucessão de Romanos Pontífices. O edifício fica no centro do Estado com uma dupla colunata e uma praça circular em frente. Palácios e jardins compõem os arredores daquele que é conhecido como o maior edifício religioso do mundo.
8 – Hino oficial
O Vaticano tem bandeira própria, composta pelas cores branca e amarela, e também já teve alguns hinos nacionais. O primeiro deles foi composto pelo maestro Viktorin Hallmayr, em 1857, mas o papa Pio XII mandou trocar o hino oficial em Outubro de 1949. Na ocasião, Pio XII pediu ao francês Charles Gounod, compositor e católico fervoroso, para escrever o actual hino nacional, que ficou conhecido como Marcha Pontifícia. O artista também é conhecido pelas canções “Fausto” e pela clássica “Ave Maria”.
9 – Jardins do Vaticano
Os jardins do Vaticano tornaram-se um local de descanso para os pontífices desde 1279. Na ocasião, o papa Nicolau III plantou um pomar e um gramado, e transferiu a residência papal do Palácio de Latrão para o actual Estado. Ao longo do tempo, o Vaticano foi ampliando os jardins e, actualmente, as áreas verdes ocupam quase a metade do território, segundo o site oficial.
10 – Língua oficial
O Vaticano tem dois idiomas oficiais: o latim, usado como língua oficial da Igreja, que aparece principalmente em documentos importantes; e o italiano, a língua mais falada no dia a dia do Estado. Em 2014, o papa Francisco retirou o latim como língua oficial dos sínodos — encontros mundiais de bispos no Vaticano em que se discute temas importantes da Igreja — e colocou o italiano como idioma dessas reuniões.