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Ruanda clarifica a sua posição em matéria de segurança

Três dias após uma mini-cimeira em Adis Abeba, na Etiópia, sobre a situação no Leste da República do Congo (RDC), as autoridades do Ruanda emitiram um comunicado na noite de 17 para 18 de Fevereiro para clarificar a sua “posição em matéria de segurança”. Na sequência da intensificação da violência em torno da cidade de Goma, no leste da República Democrática do Congo (RDC), nas últimas semanas, e das declarações dos EUA que voltaram a acusar Kigali de apoiar o grupo armado M23, o Ruanda denunciou uma ameaça real à sua segurança e declarou-se pronto a tomar todas as medidas necessárias para se defender.

“O Ruanda reserva-se o direito de tomar todas as medidas legítimas para defender o seu país”, refere o governo de Kigali numa declaração beligerante. Estas declarações denunciam uma “grave ameaça” à segurança nacional relacionada com a situação no Leste da RDC e com as declarações feitas por dirigentes congoleses, incluindo o Presidente do país, Félix Tshisekedi, que anunciaram, insiste o comunicado de imprensa do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Ruanda, “a sua intenção de invadir o Ruanda e mudar o seu governo pela força.”

No mesmo comunicado, Kigali afirma que tomou medidas para assegurar uma defesa aérea total e reduzir as capacidades aéreas ofensivas do seu vizinho. Este aviso surge dois dias depois de um ataque bombista ao aeroporto de Goma, que atingiu parcialmente um caça congolês, perpetrado por drones ruandeses, segundo Kinshasa.

Depois de os Estados Unidos terem apelado ao Ruanda para que desmantelasse os mísseis terra-ar no território de Rutshuru e retirasse as suas tropas da RDC, Kigali denunciou uma “imagem profundamente distorcida da realidade” e sublinhou a colaboração do exército congolês com as Forças Democráticas de Libertação do Ruanda (FDLR), uma rebelião de maioria hutu baseada no leste da RDC desde o fim do genocídio contra os tutsis no Ruanda, em 1994.

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