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Presidência sul-africana do G20 irá centrar-se na sustentabilidade ambiental

A África do Sul vai utilizar a presidência do G20 (fórum internacional que reúne as principais economias do mundo para tratar de questões económicas e financeiras), para promover compromissos globais mais fortes em matéria de acção climática e sustentabilidade ambiental, revelou o ministro das Florestas, Pescas e Ambiente sul-africano, Dion George, esta terça-feira, dia 25.

O responsável fez as observações na primeira reunião virtual do Grupo de Trabalho do G20 sobre Ambiente e Sustentabilidade Climática (ECSWG). No seu discurso de abertura, delineou uma agenda ambiciosa centrada na biodiversidade, no financiamento do clima, na gestão dos resíduos e na conservação dos oceanos.

A menos de cinco anos de cumprir os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas, George destacou que a pobreza e a desigualdade continuam a ser desafios globais prementes, enquanto as emissões de dióxido de carbono continuam a aumentar.

“O G20 pode desempenhar um papel crucial para travar e inverter a perda de biodiversidade até 2030, tendo como objectivo um mundo positivo para a natureza em benefício das pessoas e do planeta. Com base na iniciativa da presidência brasileira sobre bioeconomia, esta área prioritária também tratará o papel da natureza e da economia da vida selvagem na contribuição para os meios de subsistência das comunidades”, anuiu.

Segundo o ministro, o ECSWG terá também como objectivo combater a degradação terrestre, a desertificação e a seca, mantendo os solos saudáveis, reduzindo a degradação existente através da adopção de uma gestão sustentável e de práticas regenerativas que possam abrandar a deterioração e, ao mesmo tempo, aumentar a biodiversidade, a saúde do solo e a produção alimentar.

“A terceira prioridade do ECSWG centra-se nos produtos químicos e na gestão de resíduos”, declarou George, referindo que o G20 pode apoiar o desenvolvimento de um tratado internacional juridicamente vinculativo para combater a poluição por plásticos.

A África do Sul também se concentra nas “alterações climáticas e na qualidade do ar, enquanto a última área prioritária é a dos oceanos e costas, que se centra na importância do ordenamento do espaço marítimo como uma abordagem integrada para melhorar o planeamento racional, a gestão e a governação do espaço oceânico e dos recursos marinhos”, apontou.

O ministro revelou ainda que o ECSWG continuará as discussões ao longo do ano, com reuniões presenciais agendadas para Julho, no Parque Nacional Kruger, e para Outubro, na Cidade do Cabo – ambos na África do Sul – onde os delegados finalizarão as principais recomendações políticas antes da Cimeira de Líderes do G20, que terá lugar a 22 e 23 de Novembro deste ano, em Joanesburgo.

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