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Partido de Modi vence eleições na Índia, mas sem maioria absoluta

Narendra Modi foi reeleito primeiro-ministro da Índia. A sua formação política, o Partido Bharatiya Janata (BJP), de Modi, e os seus aliados obtiveram maioria parlamentar nas eleições gerais no país, segundo os números divulgados pela Comissão Eleitoral, esta quarta-feira, dia 5.

Mais de 640 milhões de votos foram depositados nas urnas, numa maratona eleitoral realizada num período de seis semanas. A Índia tem o maior exercício democrático do mundo. Esta foi apenas a segunda vez que um líder indiano conseguiu ser eleito para um terceiro mandato, depois de Jawaharlal Nehru, o primeiro primeiro-ministro do país.

“A Índia confiou na coligação no poder pela terceira vez consecutiva”, escreveu Modi na rede social X (antigo Twitter), acrescentando que continuará o “bom trabalho realizado na última década para continuar a satisfazer as aspirações do povo. Este é um facto histórico na história da Índia”, frisou Modi, numa referência à sua terceira vitória eleitoral consecutiva. “Este país assistirá a um novo capítulo de grandes decisões. Esta é a garantia de Modi”, sublinhou o primeiro-ministro.

Depois de alguns analistas e sondagens à boca das urnas anteverem uma vitória clara de Modi e do seu partido nacionalista hindu, o Partido Bharatiya Janata (BJP), os resultados preliminares indicam que uma maioria absoluta só deverá ser possível em coligação. Agora, com 240 assentos no total (62 a menos do que nas últimas eleições), será a primeira vez desde 2014 que Modi, o primeiro-ministro mais poderoso da Índia em décadas, não vai liderar seu partido com maioria absoluta, precisando recorrer aos partidos aliados para formar maioria no Parlamento.

O Congresso, principal partido da oposição indiana, deverá quase duplicar o seu número de assentos parlamentares, graças, sobretudo, a acordos para apresentar candidatos individuais.

“Os eleitores castigaram o BJP”, declarou à imprensa Rahul Gandhi, uma das principais figuras do Congresso, que foi reeleito com uma vantagem de mais de 364.000 votos no círculo de Wayanad, no sul do país.

No país mais populoso do mundo, o escrutínio, que teve início a 19 de Abril, envolveu quase 970 milhões de eleitores, mais de 10% da população mundial.

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