Estamos juntos

País reitera compromisso no reforço da cooperação com Cabo Verde

A presidente da Assembleia Nacional, Carolina Cerqueira, reafirmou, na cidade da Praia, o compromisso de Angola em reforçar a cooperação e a amizade que une os dois países e povos, alicerçados nos laços de consanguinidade.

Ao intervir na cerimónia de celebração do 50.º aniversário da Independência de Cabo Verde, em representação do Estado angolano, a líder do Parlamento destacou a necessidade de os dois países e povos continuarem a caminhar lado a lado, fortalecendo os laços que ergueram durante as últimas cinco décadas de fraternidade e de afirmação, enquanto nações independentes e soberanas.
“Angola sente-se profundamente ligada a esta nação irmã. Partilhamos uma história comum de resistência, de sonhos e de lutas”, declarou.
De acordo, ainda, com a presidente da Assembleia Nacional, nestes 50 anos, Cabo Verde consolidou-se como símbolo de paz, democracia e desenvolvimento económico, social e humano.
“O maior tesouro de Cabo Verde é, sem dúvida, o seu povo trabalhador, resiliente, culto, acolhedor e sempre de braços abertos ao mundo”, reforçou a líder parlamentar, destacando os 50 anos de luta pela afirmação de um povo que foi capaz de transformar, com suor e lágrimas, as agruras da seca severa e escassez profunda de recursos em oportunidades de criatividade.
Carolina Cerqueira, citada pelo jornal de Angola,  disse desejar que os próximos 50 anos sejam, ainda, mais luminosos e frutuosos, e que os ventos do Atlântico continuem a levar as vozes cabo-verdianas além-mar e que a juventude-herdeira de Amílcar Cabral, Cesária Évora, e de toda uma geração de visionários, continue a erguer forte o nome de Cabo Verde.
As festas da Independência de Cabo Verde contaram com as presenças dos Presidentes Marcelo Rebelo de Sousa (Portugal), Sissoco Embaló (Guiné-Bissau), Diomaye Faye (Senegal), Carlos Vila Nova (São Tomé e Príncipe), o Grão-Duque Henri de Luxemburgo, a Primeira-Ministra de Moçambique, Maria Benvinda Levy, assim como de Amina J. Mohammed, Secretária-Geral adjunta das Nações Unidas.
A Independência de Cabo Verde foi declarada a 5 de Julho de 1975, numa cerimónia no Estádio da Várzea, colocando fim ao regime colonial português no arquipélago.
Acto central na Cidade da Praia
O acto central das celebrações dos 50 anos da Independência de Cabo Verde, testemunhado por Carolina Cerqueira, teve lugar no auditório da Assembleia Nacional cabo-verdiana e contou com a presença do Presidente da República, José Maria Neves, que destacou a resiliência do povo do país como elemento-chave para os progressos registados desde 1975.
O Chefe de Estado de Cabo Verde enalteceu, também, o papel da diáspora e das parcerias internacionais no desenvolvimento do arquipélago.
A sessão solene incluiu, ainda, intervenções do presidente da Assembleia Nacional de Cabo Verde, Austelino Correia, que apelou à mobilização nacional para o reforço da unidade e preservação dos ideais dos heróis da luta de libertação, e de representantes dos principais partidos políticos, que convergiram na necessidade de promover mais inclusão social, combater a corrupção e garantir justiça célere e imparcial.
Durante o evento, foi também reforçado o papel da juventude na construção do futuro de Cabo Verde. O líder do partido UCID, João Santos Luís, apelou ao acesso ao ensino de qualidade e à criação do primeiro emprego como forma de evitar a emigração forçada dos jovens.
Além da sessão solene, as festividades dos 50 anos da Independência incluíram uma missa de acção de graças, deposição de flores no Memorial de Amílcar Cabral, espectáculos musicais, sessões de cinema ao ar livre, desfiles de moda tradicional e exposições culturais.
Cabo Verde tornou-se independente a 5 de Julho de 1975, após uma longa luta anticolonial, liderada por Amílcar Cabral e o PAIGC.
Notícias relacionadas
Comentários
Loading...