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Ministra da Educação defende maior valorização dos quadros

O sistema de ensino que se quer para o país exige formação, afeição e qualificação dos seus actores directos, bem como valorização dos profissionais do sector, defendeu, ontem, na cidade do Cuito, província do Bié, a ministra da Educação.

Luísa Grilo, que falava na cerimónia de abertura do II Conselho Consultivo Alargado do Ministério da Educação (MED), que, durante três dias, debate assuntos do sector, afirmou que, para que haja de facto valorização do pessoal docente, é necessário primeiro, que exista motivação e mobilização de bons estudantes para a carreira da docência.

De acordo com o jornal de Angola, a ministra deu a conhecer que o número de professores, a nível do país, tem crescido substancialmente, devido a esse crescimento que considera exponencial, a necessidade de mais quadros qualificados no sector.

Para dar solução a esta problemática, realçou a ministra, o Executivo angolano definiu como prioridade, durante o período 2023-2027, a implementação de um conjunto de medidas, entre as quais a política de gestão do pessoal docente, com a formação permanente por via de cursos de mestrado em metodologias específicas e a elaboração do plano de transição de formação dos professores do ensino secundário para o ensino superior.

Luísa Grilo referiu que a ciência e o conhecimento evoluem, razão pela qual, defendeu, os professores também devem ser incentivados a apostar continuamente na formação, enquanto factor de superação e melhoria da performance profissional. “A formação de professores constitui a base na qual assenta todo o processo de assimilação e interiorização do processo técnico-científico da actividade educativa e lectiva”, disse.

Recrutamento de alfabetizadores

Noutra parte da sua intervenção, a ministra da Educação defendeu a necessidade de recrutamento de mais alfabetizadores, para reduzir os níveis de analfabetismo no país, que actualmente rondam os 24 por cento.

Segundo Luísa Grilo, apesar dos avanços alcançados no processo de alfabetização de jovens e adultos, o analfabetismo em Angola ainda constitui um desafio a ser ultrapassado no seio da população, pelo que considera imperioso o recrutamento de mais alfabetizadores voluntários e outros profissionais, chamando a sociedade civil em geral para a causa, para permitir que “muitos jovens e adultos melhorem a sua produtividade e qualidade de vida e possam beneficiar, efectivamente, das oportunidades sociais que o país coloca à disposição”.

  Bié regista avanços no sector

O governador do Bié afirmou, durante a sua intervenção no II Conselho Consultivo Alargado do Ministério da Educação, que decorre até amanhã, na cidade do Cuito, que a província tem registado grandes avanços no sector da Educação, tendo destacado que existem, actualmente, mais de 534 mil alunos matriculados no subsistema de ensino geral, um número que considerou significativo, se comparado aos anos anteriores.

Pereira Alfredo destacou, também, que a província do Bié conta com 16.689 professores, dos quais 479 admitidos no último concurso público, realizado em Dezembro de 2023.

A nível das infra-estruturas, o governador do Bié salientou que a província tem 827 escolas, que perfazem um total de 6.989 salas de aula, subdivididas pelos diferentes subsistemas de ensino, designadamente o primário, secundário, médio e técnico-profissional.

No âmbito do Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM), realçou que  durante o quinquénio 2017-2022 foram construídas 67 escolas, o que permitiu acolher mais de 40 mil crianças que se encontravam fora do sistema normal de ensino ou a estudar em condições precárias.

Segundo o governante, apesar dos avanços no capítulo das infra-estruturas, o sector da Educação, na província do Bié, carece de mais escolas, para atender a demanda de crianças e jovens.

O II Conselho Consultivo da Educação, que decorre sob o lema “Os professores que precisamos para a educação que queremos”, tem como objectivo avaliar o grau de implementação dos programas do sector, redefinir estratégias metodológicas e de acção que concorram para a melhoria da aprendizagem no ensino não universitário, efectuar o balanço do último Conselho Consultivo, realizado em Maio de 2023, e discutir a proposta do calendário escolar para o ano lectivo 2024-2025.

Durante o encontro, vão ser debatidos vários temas, com destaque para os ligados aos desafios da gestão dos recursos humanos e “empoderamento da rapariga”, no âmbito do “projecto de aprendizagem para todos”.

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