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Militares assumem controlo na Guiné-Bissau depois de prenderem Embaló e o candidato presidente Fernando Dias

A situação permanecia confusa após o tiroteio registado na zona do palácio presidencial em Bissau, ao início da tarde de ontem, quarta-feira, dia 26. O presidente, Umaro Sissoco Embaló, foi preso, tendo os militares anunciado a suspensão do processo eleitoral e o encerramento das fronteiras, terrestres, marítimas e aéreas.

Segundo revelou o chefe de Estado à revista ‘Jeune Afrique’, homens fardados e armados invadiram o palácio. O Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, General Biague Na Ntan, o Vice-Chefe do Estado-Maior, General Mamadou Touré, e o Ministro do Interior, Botché Candé, foram presos ao mesmo tempo. Contudo, Embaló acrescentou que não houve recurso à violência durante o golpe.

Entretanto, em comunicado lido na televisão estatal guineense TGB pelo porta-voz do Alto Comando Militar, Dinis N´Tchama, foi informado que os militares assumiram a liderança do país. Com a assinatura do intitulado ‘Alto Comando Militar para a restauração da segurança nacional e ordem pública” o comunicado revelou que esta instituição “acaba de assumir plenitude dos poderes de Estado da República da Guiné-Bissau”.

Recorde-se que a Guiné-Bissau aguardava os resultados oficiais das eleições gerais, presidenciais e legislativas, de domingo.

O candidato da oposição à presidência da República, Fernando Dias, havia reclamado, na segunda-feira, vitória e disse que tinha derrotado o presidente Umaro Sissoco Embaló na primeira volta. No entanto, também o presidente em exercício, Sissoco Embaló, reivindicou vitória com 65% dos votos, segundo sua própria contagem. A divulgação dos resultados oficiais era esperada hoje, quinta-feira, dia 27.

 

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