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Memorial acolhe hoje sessão de declamação da poesia de Neto

A primeira sessão de Declamação Internacional da Poesia do Poeta Maior realiza-se hoje, a partir das 16h30, no Memorial que tem o seu nome, Dr. António Agostinho Neto, em Luanda, uma iniciativa da Fundação homónima (FAAN), em parceria com a União dos Escritores Angolanos (UEA).

Durante o evento, inserido nas celebrações alusivas ao Dia da Independência Nacional, assinalado a 11 deste mês, serão declamadas poesias de Agostinho Neto nas línguas em que as mesmas se encontram traduzidas, nomeadamente alemão, árabe, castelhano, cockwe, coreano, espanhol, francês, hindu, inglês, italiano, kikongo, quimbundo , mandarim, português, russo, servo-croata, turco, umbundo e vietnamita.
Várias missões diplomáticas representadas em Angola vão juntar-se a iniciativa a convite do FAAN, com a participação de uma ou duas pessoas para declamar dois poemas de Agostinho Neto, na língua oficial dos respectivos países.
Dentre os declamadores, destaca-se o embaixador da Coreia do Sul, Kwang-Jin Choi, que vai declamar, na língua coreana, os poemas “Um aniversário” e “Poema para todos”, para além do adido cultural da Embaixada da Sérvia, Stefan Nikolic, que vai recitar os poemas “Confiança” e “Consciencialização”.
Já o adido cultural da Embaixada da Turquia, Eda Kalfa, apresenta na sua língua oficial, turco, os poemas “Confiança” e “O verde das palmeiras da minha mocidade”. O tão aclamado poema “Havemos de Voltar” vai ser declamado, em árabe, pelo embaixador da Argélia, Abdelhakim Mihoubi.
Os artistas Tina Bunha e Pedro Sambo vão acompanhar, na trova, os poemas nas línguas em português, espanhol e francês, assim como em línguas nacionais kikongo, umbundo e quimbundo, nas vozes de Júlio Gil, Francisco Makiesse, Miguel Arcanjo e Moisés Sandombe.
De acordo com o administrador executivo da FAAN, a Sessão Internacional de Declamação da Poesia de Agostinho Neto tem como objectivo contribuir para o permanente processo de internacionalização da obra poética do patrono da fundação.
Amarildo da Conceição adiantou, por outro lado, que a iniciativa representa uma forma de denúncia, por conterem nos poemas, um “infindável grito por liberdade e equidade social, que permanece actual, não apenas em Angola, mas noutras partes do nosso planeta”.
Esta sessão internacional, sublinhou, representa uma proposta nova, a nível dos projectos que têm sido desenvolvidos pela FAAN e que os resultados esperados vão determinar a vigência, no leque de prioridades da instituição, enquanto promotora das artes e da cultura.
“Reunir no mesmo espaço, pessoas de várias nacionalidades à volta da obra de uma das maiores vozes da poesia nacional, o Poeta Maior, representa um indescritível ganho para o país, para a literatura e para as artes, em toda a sua plenitude, não apenas pelo conceito artístico da iniciativa, mas também pela força que a arte tem, de unir sensibilidades distintas, num ambiente de sã cumplicidade”, disse.
O administrador executivo da FAAN destacou o impacto da acção de Agostinho Neto, considerado transversal e não apenas angolana, mas universal.
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