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Mais quatro afrodescendentes homenageados pelo Canadá em Lisboa

Os quatro retratos das personalidades homenageadas, criados pelo artista nigeriano Brian Amadi, inserem-se na comemoração do “Mês da História Negra” e irão ser expostos na Embaixada do Canadá em Portugal.

Retratos da pianista e activista Georgina Ribas (nascida em Angola), do líder associativo Johnson Semedo, ambos falecidos, da atleta Naide Gomes e do músico Tito Paris vão juntar-se a uma galeria que homenageia afrodescendentes, cujos quadros são conhecidos quarta-feira, durante a gala de inauguração.

Os quatro retratos das personalidades homenageadas, criados pelo artista de origem nigeriana radicado no Canadá, Brian Amadi, irão posteriormente juntar-se a outros quatro que se encontram na Embaixada do Canadá em Portugal, promotor da homenagem que se insere na comemoração do “Mês da História Negra.”

Trata-se de uma comemoração anual, com origem nos Estados Unidos e no Canadá, criada para relembrar figuras e acontecimentos importantes na história da diáspora africana.

Em Portugal, a iniciativa de trazer o tema partiu da Embaixada do Canadá, juntamente com a Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), e este ano com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, tendo em conta a prioridade que o Governo deste país dá à diversidade, como disse à Lusa a embaixadora canadiana em Lisboa, Élise Racicot.

O objectivo é “olhar para a história e valorizar contribuições diversas em áreas variadas, que vão do desporto às artes, à política, para celebrar estas contribuições, como fazemos no Canadá”, adiantou.

As primeiras quatro obras homenagearam Virgínia Quaresma, Eusébio da Silva Ferreira, Sara Tavares e Francisca van Dunem (Angola), às quais se juntam agora mais quatro, que serão mostradas durante uma gala que decorrerá na quarta-feira no Parque Mayer, em Lisboa.

Uma cópia das obras será entregue aos homenageados e aos familiares dos consagrados, entretanto falecidos.

Para Naide Gomes, atleta olímpica portuguesa de origem são-tomense, constar desta galeria é “um enorme privilégio” e um “momento especial“.

“Sou africana, nasci em África, embora tenha crescido como desportista em Portugal, e é sempre gratificante homenagear os nossos. É um orgulho enorme fazer parte desse leque e dessa galeria“, disse à Lusa.

Sobre a comunidade africana e afrodescendente em Portugal, considera que ainda há um longo caminho a percorrer. Para já, congratula-se com esta homenagem que reconhece o seu papel na história do desporto africano, e não só, no qual consta o seu nome.

Outro homenageado é o músico, cantor e compositor cabo-verdiano Tito Paris, que será também um dos artistas a actuar na gala, juntamente com Selma Uamusse.

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