
Governo angolano inaugura primeira linha de montagem e manutenção de navios de guerra
O ministro de Estado e chefe da Casa Militar do Presidente da República de Angola, Francisco Furtado, inaugurou, ontem, segunda-feira, dia 12, a primeira linha de montagem e manutenção de navios de guerra, defendendo a necessidade de Angola criar capacidade de defesa perante novos desafios globais, adiantou a agência Lusa.
Segundo informou, Furtado falava durante a cerimónia de inauguração, no estaleiro naval da Lobinave, localizado no Lobito, província de Benguela. Na sua intervenção, o governante afirmou que “o mundo vive desafios do ponto de vista geopolítico e geoestratégico que obrigam cada país a criar capacidade para poder defender-se.”
Furtado realçou que Angola tem uma costa marítima de 1650 quilómetros e uma zona económica exclusiva com cerca de 200 milhas náuticas, o que levou o Presidente angolano, João Lourenço, a gizar uma estratégia de equipamento e modernização da marinha de guerra nacional, “para que esteja à altura dos desafios e das necessidades da defesa” dos mares e da costa marítima angolana.
De acordo com o ministro de Estado, a estratégia engloba a criação de condições para Angola ter o controlo e a protecção segura da sua costa, estando em curso a construção e apetrechamento dos centros de coordenação de vigilância marítima nacional.
O responsável realçou ainda que o programa prevê a construção de centros regionais de coordenação e vigilância marítima, com o primeiro inaugurado há dois anos, na base naval do Soyo, província do Zaire, e outros dois em fase de conclusão no Lobito e Namibe, além de centros de antenas de vigilância marítima e antenas repetidoras de ligação da comunicação e vigilância dos vários centros.
“Também a marinha já começou a ser equipada com meios de vigilância marítima aérea. Chegaram ao país, em Outubro do ano passado, as duas aeronaves C295 adquiridas pelo Executivo angolano para equipar a marinha com aviação de vigilância marítima, numa cooperação estreita entre a marinha e a força aérea nacional, e estão em curso outros investimentos”, sublinhou.
Entretanto, Francisco Furtado destacou que uma empresa naval europeia, em parceria com o Ministério da Defesa de Angola, prevê a obtenção de certificação de qualificação internacional para se fazer a manutenção e a reparação de embarcações das marinhas mercantes de grande porte de qualquer país que pretenda assistência angolana, neste primeiro projecto de desenvolvimento da indústria de defesa no sector naval.