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Executivo reafirma o compromisso com a atracção de investimento estrangeiro

O secretário de Estado para a Cooperação Internacional e Comunidades Angolanas, Domingos Vieira Lopes, reiterou, terça-feira, em Luanda, o compromisso do Executivo com a tomada de medidas para a atracção de investimento estrangeiro.

Ao discursar na cerimónia de abertura do seminário sobre alinhamento estratégico entre a AIPEX e as Missões Diplomáticas de Angola, para Captação de Investimento e Promoção das Exportações, em representação do ministro Téte António, o governante assegurou que o recente Decreto Presidencial 189/23, de isenção e simplificação, para a concessão de vistos de turismo serve de prova do empenho do Governo.

A visão estratégica do Estado, disse o secretário de Estado, está direccionada para a diplomacia económica, como mecanismo de atracção do investimento estrangeiro, sublinhando que a mesma terá melhores resultados “se as nossas missões diplomáticas e consulares continuarem a apostar na divulgação da imagem positiva de Angola”, direccionadas às grandes potencialidades económicas no país.

As leis aprovadas nos últimos anos, com o objectivo de remover ou diminuir a burocracia e outros entraves, como a “legislação que visa o combate à corrupção e à impunidade”, bem como o programa de “privatização de importantes activos do Estado”, na óptica do governante, ajudam a esclarecer, igualmente, os desafios do Executivo na criação de “ambiente favorável” à captação de investimentos.

“Todas estas medidas mostram, claramente, o compromisso sério do Executivo, rumo à atracção de investimento estrangeiro. Mas, para o efeito, é importante reiterar às nossas missões diplomáticas e outras, da responsabilidade de servirem como um fiel porta-voz, dando a conhecer ao mundo as potencialidades que o nosso país oferece”, referiu o governante, durante o evento em que participaram, por vídeo-conferência, os chefes das missões diplomáticas e consulares no exterior do país.

Potencialidades do país

Domingos Vieira Lopes revelou, ainda, que o país possui várias potencialidades atractivas para o investimento estrangeiro, destacando a mais extensa costa marítima, com cerca de 1650 quilómetros e as grandes extensões de rios. “O Porto do Lobito e o Caminho-de-Ferro de Benguela conecta o Oceano Atlântico ao Índico, via Zâmbia e Moçambique”, ressaltou, para em seguida sublinhar a abundância de recursos humanos, com população estimada em 35 milhões de habitantes, sendo mais de 60 por cento residente na região.

“Do total da população angolana, 45 por cento tem menos de 15 anos e 60 por cento é constituído por mulheres, facto que garante a abundância de recursos humanos, que se têm tornado cada vez mais qualificados”, acrescentou.

O secretário de Estado considerou, por isso, o evento de importante no contributo aos esforços do Governo, tendo em vista os desafios de atrair o maior volume de investimento estrangeiro, tendo classificado o seminário de “estratégico”, que concede “técnicas e tácticas concertadas” que, se bem aplicadas, o país será um dos principais destinos para o investimento estrangeiro.

“Durante o primeiro mandato do Executivo, o Chefe de Estado, na primeira pessoa, levou a cabo intensas actividades diplomáticas destinadas à promoção de Angola no exterior, através da sensibilização das entidades públicas e privadas em matérias de cooperação, conquistar empresários e potenciar investidores, para mobilizar financiamento e investimento, reforçar a cooperação e reafirmar o nosso país no contexto de África e do Mundo”, enfatizou.

No que aos desafios da diversificação económica diz respeito, Domingos Vieira Lopes reiterou a importância da reunião da Coordenação Multissectorial para que Angola consiga em curto, médio e longo prazos agregar outras fontes de rendimento que possibilitem a redução da dependência petrolífera.

O país, segundo ainda o secretário de Estado, possui inúmeros minerais e uma situação política estável, “que tem vindo a evoluir positiva e administrativamente”, integrando múltiplas aspirações dos cidadãos angolanos, que têm participado activamente na vida económica e social do país.

“Possuímos uma das maiores reservas de água da África Subsaariana e uma extensa reserva de terras agrícolas altamente férteis, que devem ser melhor aproveitadas e capitalizadas, de modo a tornar o sector de maior índice de empregabilidade, para os jovens e a população em geral”, constatou.

Com as condições supracitadas, admitiu o governante, o  país  pode desenvolver em médio e longo prazos os sectores agrícola, industrial, mineiro e tecnológico, tendo apelado ao recurso da experiência de parceiros internacionais, tendo em vista o melhor aproveitamento das potencialidades e, com o investimento estrangeiro, “transformá-la em capacidade para aprimorar as condições económicas e sociais dos angolanos” e de todas as comunidades, que “escolheram Angola como um bom espaço para viver”.

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