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Cresce pressão sobre Presidente senegalês para reagendamento de eleições

O Presidente senegalês, Macky Sall, convocou ontem, quinta-feira, dia 14, o Conselho de Ministros para debater a crise provocada pelo adiamento das eleições presidenciais no país, adiantou a APF.

O chefe de Estado está a ser pressionado pelos principais parceiros internacionais, oposição e pela sociedade civil para que as eleições sejam reagendadas o mais rapidamente possível e a grave crise política seja resolvida.

Pelo menos três pessoas morreram e muitas outras foram detidas em manifestações por todo o Senegal desde o anúncio do adiamento das eleições.

“Estamos fartos deste Presidente, queremos mesmo que vá embora, que deixe o nosso país em paz. Ele violou a nossa Constituição. Dizemos não ao adiamento das eleições!”, disse um dos manifestantes, citado pela Deutsche Welle.

Para Madia Diop Sané, coordenador do movimento “Vision citoyenne”, a expectativa da ida às urnas alimentava o desejo de mudança do povo senegalês. “Os jovens saíram em massa para levantar os seus cartões de eleitor. Infelizmente, estes cartões continuarão a andar por aí”, lamenta.

“Os incidentes, a violência, todos diziam que tudo acabaria em breve, que só faltava o dia 25 de Fevereiro para, quem sabe, conseguir a verdadeira mudança de que precisamos. É como se a eleição fosse uma arma para o povo senegalês”, explica Sané.

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