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BAD: PIB de África cresceu 3,8% em 2022

Os efeitos da pandemia da Covid-19, o impacto crescente das alterações climáticas e as condições climáticas adversas terão contribuído para abrandamento do crescimento do PIB, segundo o Banco Africano de Desenvolvimento.

O Produto Interno Bruto (PIB) de África cresceu 3,8% em 2022, abaixo dos 4,8% registado em 2021, à medida que reagia à inflação, ao aumento dos preços dos combustíveis e ao aumento das tensões geopolíticas, avançou o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD).

“Os efeitos persistentes da pandemia da Covid-19, o impacto crescente das alterações climáticas e as condições climáticas adversas também contribuíram para o abrandamento do crescimento do PIB”, diz o BAD, num comunicado publicado no seu website.

As aprovações da instituição, no valor de 8,2 mil milhões de dólares em 2022, lê-se no documento, foram significativamente superiores às dos dois anos anteriores (6,3 mil milhões de dólares em 2021 e 6 mil milhões de dólares em 2020) e aproximaram-se do nível de 10,1 mil milhões de dólares de 2019, quase invertendo o impacto da pandemia da Covid-19 nas aprovações dos últimos anos.

O BAD explica que respondeu à crise alimentar do continente e às interrupções no fornecimento de factores de produção essenciais para a produção alimentar, criando o Mecanismo Africano de Produção Alimentar de Emergência, no valor de 1,5 mil milhões de dólares, para aumentar a produção de vários alimentos básicos essenciais e fornecer fertilizantes e serviços de extensão.

Num impulso significativo para a igualdade de género em 2022, ressalta que todas as operações soberanas aprovadas pelo banco foram categorizadas, utilizando o Sistema de Marcadores de Género, acrescentando que a maioria dessas operações – 63% – contribuiu directamente para o acesso das mulheres aos serviços sociais e ao aprimoramento de habilidades nas cinco prioridades estratégicas do Banco (High 5).

De acordo com o relatório do Banco Africano de Desenvolvimento, os empréstimos da instituição, em 2022. para pequenas e médias empresas (PME) detidas por mulheres, em 27 países, e através de 56 instituições financeiras, atingiram os mil milhões de dólares.

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