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Gana prepara candidatura para integrar os BRICS

O Governo do Gana decidiu avançar com uma candidatura formal à adesão aos BRICS, numa iniciativa que pretende diversificar os parceiros económicos e diplomáticos do país e reforçar a sua cooperação com outras economias do chamado Sul Global.

O anúncio foi feito pelo ministro dos Negócios Estrangeiros ganês, Samuel Okudzeto Ablakwa, na terça-feira, dia 6, à noite, durante uma visita ao país do ministro dos Negócios Estrangeiros da Índia, Subrahmanyam Jaishankar.

Segundo Ablakwa, o Governo do Presidente John Dramani Mahama decidiu apresentar oficialmente o pedido de adesão ao grupo e já solicitou o apoio da Índia, um dos membros fundadores dos BRICS.

«O gabinete do Presidente John Dramani Mahama decidiu que o Gana deve apresentar um pedido oficial para se juntar aos BRICS», afirmou o governante aos jornalistas, ao lado do seu homólogo indiano.

O ministro explicou que a entrada no grupo poderá proporcionar ao Gana novas oportunidades de cooperação económica e diplomática.

«Juntarmo-nos à Índia nos BRICS oferece-nos opções económicas, diversificará a nossa base e os nossos parceiros e permitirá igualmente reforçar a nossa cooperação no quadro do Sul Global», acrescentou.

Por seu lado, Subrahmanyam Jaishankar manifestou o apoio da Índia às aspirações do Gana, embora tenha sublinhado que qualquer decisão sobre uma nova adesão terá de ser avaliada e aprovada pelos restantes membros do grupo.

Os BRICS foram criados em 2009, inicialmente sob a designação BRIC, reunindo Brasil, Rússia, Índia e China, quatro das principais economias emergentes. A África do Sul juntou-se ao grupo em 2010, dando origem à actual designação BRICS.

Nos últimos anos, o bloco alargou a sua composição com a entrada de novos países do Sul Global, entre os quais a Etiópia, o Irão, a Indonésia, o Egipto, a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos.

A eventual adesão do Gana representaria mais um passo na aproximação do país a este agrupamento de economias emergentes, num contexto de crescente procura por novas plataformas de cooperação económica e diplomática fora dos tradicionais centros de poder ocidentais.

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