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Poder militar na Guiné-Bissau inviabiliza para já regresso de Sissoco Embaló

O Alto Comando Militar da Guiné-Bissau considera que ainda não estão reunidas as condições de segurança necessárias para o regresso ao país do antigo Presidente Umaro Sissoco Embaló, deposto por um golpe militar em 26 de Novembro. A decisão, anunciada a 1 de Outubro, é justificada pelas autoridades com a necessidade de preservar a ordem pública e evitar novas tensões.

As autoridades militares mantêm igualmente as restrições a manifestações, concentrações e aglomerações de carácter político, apelando à população, aos partidos, à sociedade civil e à comunidade internacional para contribuírem para a paz e a estabilidade.

Perante a decisão, Sissoco Embaló pediu serenidade aos seus apoiantes e negou ter criado forças especiais destinadas a actuar contra a população. Segundo o antigo Presidente, a guarda presidencial, também designada “força anti-golpe”, tinha como missão proteger o Estado, a população e a ordem constitucional.

Duas coligações da oposição congratularam-se com o desmantelamento e a transferência de elementos daquela força para outros aquartelamentos, acusando-a de ter actuado fora do controlo do Estado-Maior General das Forças Armadas e de estar envolvida em alegados raptos e espancamentos de cidadãos.

Sissoco Embaló apelou, através das redes sociais, aos seus apoiantes para evitarem qualquer acto susceptível de provocar instabilidade e defendeu que as novas autoridades devem exercer as suas responsabilidades, permitindo ao povo avaliar a situação democraticamente. O antigo chefe de Estado afirmou ainda que pretende manter uma estratégia de união das suas bases políticas e preparar os próximos desafios eleitorais, dando prioridade à paz e à unidade nacional.

Desde o golpe, Embaló tem permanecido entre Marrocos e a República do Congo. Na semana passada, anunciou a intenção de regressar à Guiné-Bissau – a sua intenção era regressar ontem, domingo, 4 de Outubro – para se preparar para as eleições presidenciais marcadas para 6 de Dezembro, mas o Alto Comando Militar afirmou que, por enquanto, não existem condições de segurança para o seu regresso.

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