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Refinaria de Cabinda já processou 770 mil barris e prepara aumento da capacidade

A Refinaria de Cabinda já acumulou cerca de 770 mil barris de petróleo processados desde o arranque das operações, em Março, numa fase marcada pelo aumento gradual da capacidade de produção da unidade.

Os números mais recentes, divulgados pelo Jornal de Angola, representam o volume total processado desde o início da actividade e não correspondem à produção diária. Em Agosto, dados do Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás (MIREMPET) apontavam para um processamento médio de 15.750 barris por dia.

A unidade opera ainda abaixo da capacidade prevista para a primeira fase, fixada em 30 mil barris diários, estando em curso trabalhos destinados a elevar progressivamente o nível de processamento. A segunda fase do projecto deverá duplicar a capacidade, para um total de 60 mil barris por dia.

A entrada em funcionamento da refinaria constitui uma aposta de Angola no reforço da produção nacional de combustíveis e na redução da dependência das importações. A unidade está preparada para produzir gasóleo, Jet A-1, fuelóleo pesado e nafta, entre outros derivados.

A estratégia passa também pela colocação de produtos refinados no mercado internacional. Para isso, está em construção o Sistema Offshore de Importação e Exportação, que permitirá realizar operações de exportação directamente a partir da refinaria.

Em Agosto, o projecto registava 61,2% de execução física, com o início das exportações de derivados previsto para a segunda metade de 2026.

A Refinaria de Cabinda resulta de uma parceria entre a Gemcorp e a Sonangol, tendo a primeira fase representado um investimento de aproximadamente 473 milhões de dólares. Com o aumento da capacidade, o projecto deverá assumir um papel mais relevante no abastecimento do mercado nacional e na estratégia de Angola para desenvolver uma indústria de refinação com maior capacidade de resposta.

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