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Apagão da Unitel continua a condicionar actividade económica em Angola

O ataque informático à Unitel, a maior operadora de telefonia móvel de Angola, está a afectar a actividade económica em todo o país, com dificuldades no pagamento de impostos e salários, compras e transacções bancárias, devido à indisponibilidade dos serviços de SMS e voz.

Apesar da reposição gradual da rede móvel em 15 das 21 províncias, muitos clientes continuam sem conseguir efectuar chamadas, embora já tenham acesso a dados móveis. A falha afecta também os sistemas bancários que dependem de códigos de segurança enviados por SMS para autorizar operações.

Empresas relatam dificuldades em pagar salários e facturas, enquanto supermercados, restaurantes e outros estabelecimentos enfrentam limitações nos pagamentos por TPA.

Nas províncias, a situação tem provocado problemas logísticos, incluindo dificuldades de acesso a bens essenciais por trabalhadores.

A Unitel, que detém cerca de 76% do mercado angolano e mais de 20,8 milhões de clientes, admitiu que o incidente poderá ter sido um ataque deliberado destinado a perturbar a sua entrada na Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA).

Recorde-se que a empresa fez a sua estreia no mercado de capitais na quarta-feira, após a privatização de 15% do seu capital pelo Estado, e as acções valorizaram 24,88% no primeiro dia de negociação.

O incidente expôs a forte dependência da economia angolana da principal operadora móvel e levantou preocupações sobre os riscos associados à concentração do mercado das telecomunicações.

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