
Angola e Argélia dão mais impulso à cooperação com 11 novos acordos
Os Governos de Angola e da Argélia deram um impulso nas relações bilaterais em vários sectores, com a assinatura segunda-feira, em Argel, de nove acordos e dois Memorandos de Entendimento, perfazendo um total de 11 instrumentos jurídicos.
Trata-se de acordos nos domínios da Indústria Farmacêutica, Saúde Veterinária, Serviços Aéreos, Ensino Superior, Investigação Científica e Formação Profissional.
Os instrumentos jurídicos, assinados na presença dos Chefes de Estado, João Lourenço e Abdelmadjid Tebboune, no Palácio Presidencial da Argélia, abrangem os sectores dos Recursos Hídricos, Correios e Telecomunicações, Minas e Petróleo e Gás.
Os Memorandos de Entendimento foram rubricados pela Agência para o Investimento Privado e Promoção das Exportações de Angola e a sua congénere da Argélia, e um último entre os Institutos Diplomáticos dos dois países.
Os documentos foram assinados, maioritariamente, pelos ministros das Relações Exteriores, Téte António, dos Transportes, Ricardo d’Abreu, da Saúde, Sílvia Lutucuta, o PCA da AIPEX, Arlindo das Chagas Rangel. Da parte argelina, assinaram os acordos os respectivos titulares dos departamentos ministeriais.
De referir que os instrumentos foram assinados após conversações à porta-fechada entre os dois Chefes de Estado, ao mesmo tempo em que decorria outra reunião ministerial dos dois Estados, com foco nas negociações, onde foram validados 11 dos 24 instrumentos jurídicos apreciados.
Após a cerimónia de assinatura, o Chefe de Estado, João Lourenço, disse que o país está interessado em explorar todas as oportunidades na cooperação com a Argélia, com vista ao seu desenvolvimento.
Em declarações à imprensa dos dois países, o Presidente da República sublinhou que “estamos interessados em aproveitar todas as oportunidades que os nossos dois países oferecem, sem excepção nenhuma, porque entendemos que, quer Angola quer a Argélia, têm a capacidade de contribuir, largamente, não apenas para o desenvolvimento dos seus respectivos países, mas de forma geral para o desenvolvimento do nosso continente africano”.
Neste particular, João Lourenço frisou que tal contributo não se cinge apenas no sector energético, mas no desenvolvimento das Infra-estruturas que o continente necessita para a sua industrialização e desenvolvimento.
Quanto aos acordos, o Estadista angolano disse que os mesmos “vão guiar os passos entre as partes daqui em diante”.