
Governo angolano diz estarem reunidas todas as condições para a recepção ao Papa Leão XIV
O Governo angolano assegurou que estão criadas todas as condições logísticas, institucionais e operacionais para a visita do Papa Leão XIV. O processo decorre num contexto de forte mobilização nacional e de coordenação entre vários sectores do Estado.
A visita do Papa Leão XIV insere-se numa deslocação pastoral a quatro países africanos, prevista para o período entre 13 e 23 de Abril de 2026. Trata-se da sua primeira grande viagem internacional deste ano ao continente africano, onde a Igreja Católica regista um crescimento mais acelerado.
Para além de Angola, o Bispo de Roma visitará a Argélia, aos Camarões e Guiné Equatorial. Espera‑se que estas deslocações mobilizem grandes multidões, reforcem o apelo dos líderes mundiais ao apoio ao desenvolvimento do continente e evidenciem os esforços de diálogo entre católicos e muçulmanos.
A garantia sobre os preparativos foi dada esta quarta‑feira, dia 15, em conferência de imprensa, pelo secretário de Estado para a Comunicação Social, Nuno Caldas. O governante sublinhou o envolvimento articulado do Estado, da Igreja e da sociedade civil na organização do evento.
Segundo Nuno Caldas, a visita do Sumo Pontífice está a ser preparada com infra‑estruturas e logística em fase avançada, resultado de um trabalho coordenado entre instituições públicas e entidades religiosas.
Por orientação do Presidente da República, João Lourenço, foi criada uma comissão interministerial, apoiada por subcomissões técnicas, em articulação com a Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST) e a Nunciatura Apostólica em Angola.
O governante explicou ainda que os preparativos estão concentrados nas três províncias que integram o roteiro da visita, nomeadamente Luanda, Icolo e Bengo e Lunda‑Sul, onde estão a ser asseguradas condições para celebrações religiosas, encontros institucionais e toda a logística necessária.
Em Luanda, o principal ponto de acolhimento será a centralidade do Kilamba. Segundo Nuno Caldas, cerca de 90% das infra‑estruturas necessárias já se encontram concluídas, incluindo espaços para a celebração da missa, circulação do Papa e cobertura mediática.
As autoridades garantiram igualmente a disponibilização de serviços essenciais, como saúde, telecomunicações e apoio à imprensa, modelo que será replicado nas restantes localidades abrangidas pelo programa.