
João Lourenço propõe presidente do Togo para o substituir como mediador para o conflito na RDC
O Presidente angolano, João Lourenço, propôs, em declarações este sábado, dia 5, o seu homólogo do Togo para o substituir no papel de mediador no conflito que grassa no Leste da República Democrática do Congo (RDC).
João Lourenço, que actualmente desempenha a presidência rotativa da União Africana (UA), convocou, este sábado, a primeira reunião da mesa da assembleia com o intuito de ser designado um novo mediador para o conflito entre a RDC e o Ruanda.
De acordo com um comunicado da UA, o Presidente angolano informou, na reunião, realizada virtualmente, que as abordagens preliminares ao Presidente do Togo, Faure Gnassingbé, “tinham obtido uma resposta positiva”.
Contudo, os chefes de Estado e Governo dos 55 Estados-membros da UA terão de dar ainda o seu aval.
Entretanto, no terreno, após uma primeira reunião para a paz ocorrida a semana passada no Qatar entre as forças envolvidas, levou à retirada das forças rebeldes do M23 da cidade de Walikale.
Uma fonte bem colocada descreveu a ronda inicial de conversações como “positiva”, dizendo que tinha construído “confiança entre os dois lados que levou à retirada das forças do M23 da cidade estrategicamente importante de Walikale como um gesto de boa vontade.”
O exército da RDC acusou o M23 de ter renegado esse compromisso na semana passada, reforçando as suas posições em torno do principal centro mineiro, o mais a oeste que o grupo avançou no interior do país desde a sua fundação em 2012. Mas na quinta-feira, o exército confirmou que os rebeldes se tinham retirado da cidade. “O inimigo abandonou a zona”, disse um oficial à AFP sob condição de anonimato.