
Grupo Técnico prepara condições para a próxima Bienal de Luanda
O Ministério das Relações Exteriores acolheu, terça-feira, em Luanda, a primeira reunião do Comité Técnico encarregado de preparar as condições para a realização da próxima edição da Bienal de Luanda.
De acordo com uma nota do Ministério das Relações Exteriores, a reunião foi dirigida pelo secretário de Estado para a Cooperação International e Comunidades Angolanas, Domingos Vieira Lopes, e contou com a presença de distintas entidades do aparelho do Estado, com realce para os secretários de Estado para o Interior, Transportes Terrestres, Orçamento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Comunicação Social, e Pescas.
Os secretários de Estado para a Saúde Pública, Educação, Agricultura, Família e Promoção da Mulher, Turismo e o vice-governador de Luanda para o Sector Político e Social estiveram igualmente presentes nesta reunião assistida pelo embaixador Sita José, na qualidade de coordenador do Comité Nacional de Gestão da Bienal de Luanda.
A Bienal de Luanda, também conhecida como Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz, é uma iniciativa conjunta da República de Angola, da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) e da União Africana.
O principal objectivo do evento é a promoção da prevenção da violência e resolução de conflitos, incentivando intercâmbios culturais e o diálogo intergeracional em todo o continente africano.
A primeira edição da Bienal ocorreu de 18 a 22 de Setembro de 2019, seguida pela segunda edição de 27 de Novembro a 2 de Dezembro de 2021.
A terceira edição foi realizada de 22 a 24 de Novembro de 2023, sob o lema “Educação, Cultura de Paz e Cidadania Africana como Ferramentas para o Desenvolvimento Sustentável do Continente”.
O evento serve como uma plataforma para a troca de ideias e estratégias que promovam a cultura de paz, o diálogo e a resolução pacífica de conflitos.
Além disso, contribui para a implementação do “Plano de Acção para uma Cultura de Paz em África”, adoptado em Março de 2013 em Luanda, e apoia iniciativas como “Silenciar as Armas em África” até 2030.
A Bienal de Luanda oferece um espaço único de reflexão e difusão de valores culturais e democráticos, promovendo a partilha de ideias e estratégias para a construção de uma paz duradoura no continente africano, noticiou o jornal de Angola.