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Agricultura familiar é aposta para autonomia

O fortalecimento da agricultura familiar, de forma a tornar as comunidades dependestes do campo é o foco das celebrações do Dia Internacional da Mulher Rural, assinalado hoje, com o objectivo de sensibilizar as comunidades rurais.

Segundo o Jornal de Angola, em diversas regiões do país, as cooperativas agrícolas têm sido essenciais para o crescimento da agricultura familiar, contribuindo para o desenvolvimento social, por meio da promoção da agricultura local, além de fortalecer a economia, contribuindo directamente para o desenvolvimento social e a sustentável dessas.
Na província de Benguela, a Associação Evete, composta por 10 mulheres, tem estado a preparar-se para uma nova safra. A presidente da corporativa, Isabel Manuel, disse que têm mantido, ao longo dos anos, a esperança de contribuir para a segurança alimentar da região.
No quadro das celebrações do Dia Internacional da Mulher Rural, a directora do Gabinete Provincial da Acção Social, Família e Igualdade de Género do Namibe, Sandra Somene, disse que a data é fundamental para o reconhecimento do papel essencial desempenhado pelas mulheres nas comunidades rurais.
“Este dia realça a importância que a mulher tem na comunidade e o papel essencial destas na actividade agrícola, no sustento familiar e na gestão dos recursos naturais”, assegurou.
As mulheres no meio rural na província do Namibe, ressaltou, continuam a ser protagonistas em diversas actividades essenciais para a economia local. “Elas são pioneiras nas actividades de campo, na agricultura, pecuária e no sector Pesqueiro, participando activamente no plantio, nas colheitas e vendas”, destacou.
A pastora Deolinda Teca, da Igreja Evangélica Reformada de Angola (IERA) e ex-secretária Geral do CICA, destacou a força e a resiliência da mulher rural, sublinhando o papel essencial dessas na reutilização da terra e no sustento alimentar.
Apesar desse papel fundamental, a pastora enfatizou a necessidade de se melhorar as condições de vida delas, especialmente no que se refere ao acesso à saúde. “São pessoas ligadas ao campo e o seguro de saúde não se faz sentir na vida destas”, lamentou
Deolinda Teca deixou ainda um apelo à sociedade civil para apostar mais na capacitação da mulher rural. “Precisamos de promover mais formações que possam capacitar essas mulheres, ajudando a desenvolver as suas actividades e, assim, fortalecer a agricultura familiar”, frisou.
Projectos de impacto
A Acção Para o Desenvolvimento Rural e Ambiente (ADRA) está a executar 19 projectos, sendo 16 de impacto directo na vida de mulheres e meninas em áreas rurais. As acções incluem apoio a actividades agro-pecuárias, micro-crédito, alfabetização, promoção dos direitos sexuais e reprodutivos, prevenção à violência doméstica e mitigação dos efeitos das mudanças climáticas.
De acordo com Teresa Changuendela, assistente de projectos da ADRA, as acções visam criar condições para o desenvolvimento integral das mulheres rurais, fortalecendo as capacidades e autonomia económica destas.
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