
Angola deve reforçar legislação para ‘desbloquear’ entraves no Petróleo & Gás
O Grupo Standard Bank promete concentrar-se, nos próximos 12 meses, em ajudar a economia angolana a desenvolver no sector de Petróleo & Gás.
De acordo com a revista Economia & Mercado (E&M), Paul Eardley-Taylor chefe de cobertura do Standard Bank Group para a área de Oil & Gas na África Austral, sugere, se o País pretende aumentar o conteúdo local, o envolvimento de empresas locais no sector e, acima de tudo, desenvolver uma economia nacional de gás, em que o recurso permaneça e seja utilizado no território nacional, deve continuar a investir em legislações, regulamentos e documentos políticos.
Segundo o especialista, Angola tem marcado passos neste sentido, a olhar para a introdução de alguns aspectos legislativos, mormente as discussões a respeito da Lei de Campos Marginais e a Lei do Gás, além da publicação do projecto de Plano Director de Gás.
“O projecto do Plano Director de Gás foi publicado. Nós vimo-lo, vamos comentá-lo, e parece ser um documento muito rigoroso e bem pensado, que pode impulsionar a economia angolana nos sectores da electricidade, indústria, petroquímica, assim como desbloquear o gás associado, o não associado e impulsionar a economia regional”, acrescenta.
Assumindo-se como “o principal banco de petróleo e gás no continente”, o Grupo Standard Bank, através da sua experiência, promete concentrar-se, nos próximos 12 meses, em ajudar a economia angolana a desenvolver no sector de Petróleo & Gás.
Por exemplo, para aumentar a participação de empresas nacionais, o Standard Bank diz que se pode basear na sua experiência no mercado nigeriano. Quanto ao gás, refere que pode recorrer a vários exemplos globais, bem como aos exemplos africanos da Tanzânia, Moçambique, Namíbia e da África do Sul.
Apesar de não exercer peso significativo na economia africana, o gás desempenha um papel importante nas economias europeias e americanas, de acordo com o especialista do Standard Bank.