
África do Sul, Egipto e Nigéria lideram o ranking dos 10 maiores bancos do continente
Metade, ou seja cinco, dos dez bancos mais lucrativos de África em 2024 têm sede na África do Sul, o que reforça a preponderância do sistema financeiro sul-africano no panorama do continente. Num ano marcado por incertezas macroeconómicas, esta liderança evidencia a robustez e capacidade de adaptação das principais instituições bancárias do país.
O Absa Bank encabeça a lista, com um lucro líquido de 1,2 mil milhões de dólares, logo seguido pelo egípcio Banque Misr, que registou um lucro de 1,19 mil milhões de dólares. O terceiro lugar é ocupado pelo Commercial International Bank (CIB), igualmente do Egipto, com 1,09 mil milhões de dólares em lucros após impostos, revelando a crescente relevância do Norte de África no sector bancário continental.
A África do Sul destaca-se ainda com a presença de quatro outras instituições no ‘top 10’: Standard Bank Group (1,07 mil milhões de dólares), Nedbank (880 milhões de dólares), FirstRand Ltd (830 milhões de dólares) e Capitec Bank (580 milhões de dólares). Estes resultados confirmam o peso do sector bancário sul-africano, sustentado por redes regionais extensas, diversificação de receitas e estratégias de gestão prudenciais.
Para além dos bancos sul-africanos e egípcios, a Nigéria mantém uma presença relevante na lista com três instituições: Zenith Bank Plc (670 milhões de dólares), GTCO Plc (660 milhões de dólares) e United Bank for Africa (UBA) Plc (500 milhões de dólares). Estes resultados demonstram a resiliência do sector bancário nigeriano, apesar dos desafios macroeconómicos do país, incluindo instabilidade cambial, inflação e pressão sobre a liquidez.
Os dados reflectem uma tendência de consolidação da rentabilidade entre os grandes grupos financeiros africanos, sendo que os mais bem posicionados são também aqueles com maior escala e diversificação geográfica. O desempenho do Standard Bank, por exemplo, sublinha o valor de uma presença continental alargada, enquanto o FirstRand e o Nedbank mantêm trajectórias consistentes mesmo num contexto de maior escrutínio regulatório.
O domínio sul-africano no ranking dos bancos mais rentáveis do continente assenta em vários factores, nomeadamente maturidade regulatória, inovação tecnológica e governação corporativa sólida e uma visão estratégica de longo prazo. Grupos como o Standard Bank e o Absa têm ainda investido activamente na expansão regional, capitalizando oportunidades em mercados em crescimento.
A concorrência de bancos egípcios, como o CIB, e de instituições nigerianas resilientes, como o GTCO, reforça a ideia de que o sector bancário africano está em transformação, com foco crescente na eficiência operacional, digitalização e integração regional.