
Comércio lusófono com a China bate recorde e Angola reforça exportações
As exportações dos países de língua portuguesa para a China atingiram um novo máximo histórico entre Janeiro e Agosto de 2026, ao totalizarem 105,8 mil milhões de dólares, mais 22,1% face ao mesmo período de 2025.
Os dados, compilados pelo Fórum de Macau com base nas estatísticas das alfândegas chinesas, revelam um forte crescimento das relações comerciais entre a China e os países lusófonos, com as exportações a registarem, nos primeiros oito meses do ano, o valor mais elevado desde 2013.
O Brasil manteve a liderança entre os fornecedores lusófonos do mercado chinês. As exportações brasileiras cresceram 25,1%, para 90,9 mil milhões de dólares, estabelecendo igualmente um novo máximo para o período.
Angola apresentou também uma evolução positiva, com as vendas para a China a aumentarem 9,8%, para 11,5 mil milhões de dólares. O desempenho consolida o país como o segundo maior exportador lusófono para o mercado chinês, embora a uma distância significativa do Brasil.
Portugal registou um crescimento mais moderado, de 1,1%, com as exportações a atingirem 1,97 mil milhões de dólares.
Entre os restantes países, a Guiné Equatorial destacou-se pelo crescimento de 24,2%, para 577,4 milhões de dólares. Timor-Leste registou igualmente uma subida expressiva, passando de 44 mil dólares para 2,23 milhões de dólares.
Cabo Verde mais do que duplicou as exportações para a China, embora a partir de uma base inferior a quatro mil dólares.
Em sentido contrário, Moçambique registou uma redução de 19,3%, para 883,6 milhões de dólares. São Tomé e Príncipe apresentou a maior quebra entre os países lusófonos, com uma queda de 89,5% face ao período homólogo de 2025.
Importações chinesas também crescem
No sentido inverso, as importações dos países lusófonos provenientes da China aumentaram 21,3%, para 69,9 mil milhões de dólares, atingindo igualmente o valor mais elevado registado nos primeiros oito meses de um ano.
O Brasil voltou a ser o principal comprador de produtos chineses entre os países de língua portuguesa, com importações de 57,4 mil milhões de dólares, mais 22,4% do que no mesmo período de 2025.
Portugal importou mercadorias chinesas no valor de 5,5 mil milhões de dólares, correspondente a um crescimento de 21,1%.
No conjunto, as trocas comerciais entre a China e os países lusófonos ascenderam a 175,7 mil milhões de dólares nos primeiros oito meses de 2026, reflectindo um crescimento de 21,8% relativamente ao mesmo período do ano anterior.
O saldo comercial manteve-se favorável aos países de língua portuguesa, que registaram um excedente de 35,9 mil milhões de dólares nas relações comerciais com a China.