
China aconselha cidadãos a deixarem ESwatini devido a riscos de segurança
Entre as preocupações apontadas por Pequim estão a “fraude cibernética generalizada e actividades criminosas associadas ao jogo”, embora o ministério não tenha apresentado detalhes sobre os casos. As autoridades chinesas recomendaram aos seus cidadãos que se transfiram, “o mais rapidamente possível”, para países considerados “relativamente mais seguros”, como a vizinha África do Sul.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da China aconselhou os seus cidadãos a abandonarem o reino de ESwatini, no sul de África, devido a “riscos de segurança”, adiantou a BBC.
Entre as preocupações apontadas por Pequim estão a “fraude cibernética generalizada e actividades criminosas associadas ao jogo”, embora o ministério não tenha apresentado detalhes sobre os casos.
As autoridades chinesas recomendaram aos seus cidadãos que se transfiram, “o mais rapidamente possível”, para países considerados “relativamente mais seguros”, como a vizinha África do Sul.
ESwatini é um dos 12 países do mundo — e o único em África — que mantém relações diplomáticas com Taiwan, território que a China reivindica como parte integrante do seu território.
Na terça-feira, o jornal privado ‘Times of ESwatini’ noticiou que 40 cidadãos chineses se encontram detidos desde o mês passado, depois de terem sido presos quando tentavam abandonar o país.
Segundo o jornal, os cidadãos chineses foram inicialmente detidos, juntamente com dezenas de outros estrangeiros, em Março, durante operações contra alegados centros ilegais de jogo online na capital, Mbabane, e nas zonas circundantes.
Os advogados do grupo escreveram ao procurador-geral e ao Ministério dos Assuntos Internos, alegando que os seus clientes se tinham declarado culpados de infracções relacionadas com imigração e tinham pagado as multas aplicadas pelos tribunais.
Os 40 cidadãos foram posteriormente libertados por ordem do Tribunal Superior. Os advogados afirmam que a sua nova detenção foi ilegal, segundo o ‘Times of ESwatini’. O Governo deste país ainda não comentou o caso.
No alerta dirigido aos seus cidadãos, Pequim advertiu que aqueles que insistirem em viajar para ESwatini ou permanecer no país estarão sujeitos a “riscos de segurança extremamente elevados”, acrescentando que a capacidade e rapidez da assistência consular poderá ser afectada. Não é conhecido o número exacto de cidadãos chineses que vivem ou trabalham em ESwatini.
Pressão sobre Taiwan
A China tem pressionado, há vários anos, países que mantêm relações diplomáticas com Taiwan a romper esses laços e a reconhecer Pequim como único representante da China.
Em Abril, Taiwan acusou Pequim de tentar impedir a viagem do seu Presidente, Lai Ching-te, a ESwatini, pressionando países vizinhos a retirar autorizações de sobrevoo.
A visita, inicialmente prevista para decorrer entre 22 e 26 de Abril, por ocasião do 40.º aniversário da subida ao trono do rei Mswati III, acabou por ser cancelada na sequência desses acontecimentos.
Lai viajou finalmente para ESwatini em Maio, sem revelar como chegou ao país. Nenhum dos Governos tinha anunciado previamente a visita.
Após a deslocação, o Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês afirmou que Lai se tinha tornado «motivo de chacota internacional».
No início deste ano, a China eliminou as tarifas alfandegárias sobre produtos provenientes de todos os países africanos, com excepção de ESwatini.